A solidão bateu,
como quem chega para ficar.
Não vou deixar.
Antes que se transforme em melancolia,
auto piedade, apatia,
eu a lanço como mais um fardo
sobre o Senhor:
fazendo do estar sozinha
o estar "a sós com Deus"
nessa hora tranqüila,
que é encontro de amor.
E assim aqui no seu pavilhão,
pela própria mão de Deus escondida,
a solidão se faz vida,
escada que liga ao céu.
E essa alegria que ninguém vê,
substituindo a tristeza que,
também, ninguém via,
é como uma melodia
que se canta a dois:
A Canção do Depois.
Páginas matinais 1
Há 2 anos
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